03/07/2009
Abicalil defende políticas
públicas para juventude em Plenário
O vice-líder do Governo no Congresso Nacional e deputado federal, Carlos
Abicalil (PT), solicitou que a Casa aprecie a Proposta de Emenda
Constitucional nº 42/2008 e o Projeto de Lei nº 4.530/2004, ambas
referentes à juventude brasileira. O pedido foi feito na tribuna da
Câmara, nesta quinta-feira (02/07), quando destacou no discurso a
importância de deliberar as matérias.
“Trata-se de matérias para melhoria
da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras situados
na faixa etária de 15 a 29 anos. A PEC insere no capítulo dos Direitos e
Garantias Fundamentais, o termo juventude na Constituição Federal. Já o
PL, cria o Plano Nacional de Juventude, já aprovado por uma comissão
especial na Câmara dos Deputados e que aguarda apenas a votação em
Plenário”, lembrou.
“Quanto ao Plano Nacional da
Juventude”, disse Abicalil “há uma série de metas que deverão ser
cumpridas pela União, em parceria com Estados, Municípios e organizações
juvenis nos próximos 10 anos. Formado por diversas ações articuladas nas
áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital,
educação, entre outros, o Plano Nacional da Juventude estabelece metas
para as Políticas Públicas de Juventude e expressa a luta desta geração
por mais direitos e, em última instância, pela efetiva democratização do
Estado”, destacou o parlamentar.
Ao finalizar o discurso, Abicalil fez
um apelo para que a Mesa paute e o Plenário delibere a Proposta de
Emenda Constitucional nº 42/2008 e o Projeto de Lei nº 4.530/2004. “Uma
vez pautadas as matérias, certamente poderemos apreciá-las e,
definitivamente, assegurar as políticas públicas permanentes para a
juventude brasileira”, complementou.
Leia na íntegra o discurso:
Sr. Presidente, Sras. e Srs.
Parlamentares. Venho à tribuna para manifestar meu desejo de que a Casa
aprecie duas importantes matérias pendentes de resolução. A afirmação
positiva dessas matérias contribuirá, decisivamente, para o
desenvolvimento do país e para melhoria da qualidade de vida de 50
milhões de brasileiros e brasileiras situados na faixa etária de 15 a 29
anos.
Trata-se da Proposta de Emenda
Constitucional nº 42/2008 e do Projeto de Lei nº 4.530/2004. A PEC
insere no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais, o termo
juventude na Constituição Federal. Já o PL, cria o Plano Nacional de
Juventude, já aprovado por uma comissão especial na Câmara dos Deputados
e que aguarda apenas a votação em Plenário.
O senhor Danilo Moreira, Secretário
Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, encaminhou artigo aos meus
cuidados em que manifesta o anseio e desejo de que esta Casa consolide
as garantias para a juventude brasileira. Segundo o secretário, “ao
reconhecer esta parcela da população, como segmento prioritário para a
elaboração de políticas públicas, como já fora feito com idosos,
crianças e adolescentes, avançaremos no sentido de superarmos o ‘binômio
juventude-problema’ para um patamar onde a juventude seja compreendida
como um grupo de sujeitos detentores de direitos”, disse.
Quanto ao Plano Nacional da Juventude
há uma série de metas que deverão ser cumpridas pela União, em parceria
com Estados, Municípios e organizações juvenis nos próximos 10 anos.
“Formado por diversas ações articuladas nas áreas de cultura, saúde,
esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital, educação, entre outros,
o Plano Nacional da Juventude”, ressalta ele, “estabelece metas para as
Políticas Públicas de Juventude e expressa a luta desta geração por mais
direitos e, em última instância, pela efetiva democratização do Estado.
O que para muitos pode parecer uma questão organizativa e sem resultado
no curtíssimo prazo, na verdade representa uma visão estratégica sem
precedentes sobre este importante segmento populacional, por vezes
tratado numa perspectiva de futuro, mas nunca construído como uma
realidade do presente, ou até mesmo encarado de maneira imediatista e
reativa aos ‘problemas da juventude’”.
O artigo enfatiza que o mais
importante é que para “a concretização desta vitória, o caminho
escolhido não ficou restrito à articulação em gabinetes governamentais e
parlamentares, sempre muito receptivos, diga-se de passagem. Todas as
vezes que estes foram procurados, foi sempre em nome de uma ampla
mobilização social dos próprios movimentos juvenis e com forte
envolvimento dos mais diversos setores da sociedade civil organizada.
Basta constatar os resultados da 1ª Conferência Nacional de Juventude,
realizada em 2008, envolvendo mais de 400 mil participantes, e que
indicou a necessidade da PEC e do Plano Nacional de Juventude ente suas
mais fortes prioridades”, complementa Danilo.
E ao finalizar alerta: “Caminhamos
para os dois últimos anos do governo Lula, que teve como mérito o
ineditismo na criação de uma Política Nacional de Juventude. Não
devemos, porém, nos contentar com este avanço e muito menos deixar que
esta iniciativa fique circunscrita ao período de um governo, sem
garantias de continuidade após 2010. Por isso, é que precisamos
extrapolar os limites da luta entre ‘governo’ e ‘oposição’ e colocar
este tema na agenda do projeto de país que queremos, podemos e estamos
construindo como legado a esta e às próximas gerações. É chegado o
momento de alçar definitivamente política de juventude à condição de
política de Estado. O Brasil precisa, a juventude quer”.
Apelo, portanto, para que a Mesa
paute e o Plenário delibere a Proposta de Emenda Constitucional nº
42/2008 e o Projeto de Lei nº 4.530/2004 para que possamos apreciá-los e
definitivamente assegurar as políticas públicas permanentes para a
juventude brasileira.