05/03/2010
Oficina aborda
mudanças climáticas no CBJA
Desde que virou assunto popular na mídia, o tema das mudanças
climáticas trouxe junto com as manchetes alarmantes uma enxurrada de
termos técnico-científicos, além de uma infinidade de siglas.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), CO² equivalente,
Pós-Kyoto, Redd, GEE e por aí vai. Como um jornalista deve se
preparar para lidar com esse universo temático? Este é o tema da
oficina Mudanças climáticas: a cobertura de um tema complexo,
ministrada pelo jornalista José Alberto Gonçalves.
Muito além de um manual para decorar
siglas e fórmulas, a oficina vai abordar dúvidas que têm sido comuns
entre jornalistas, e mesmo em públicos mais especializados. Qual a
relação entre Rio-92, Kyoto, Bali e Copenhague? Que papel hoje é
desempenhado pelas economias emergentes nas negociações climáticas?
Qual a influência das negociações na transição para uma economia de
baixo carbono? Como lidar com a incerteza científica na produção de
reportagens sobre o tema climático?
São algumas dúvidas que mostram quão
complexa é a discussão sobre mudanças climáticas. Cabe ao
profissional de comunicação traduzir tal complexidade para
diferentes públicos em uma maneira clara e contextualizada, que
relacione grandes e complicados temas com o cotidiano.
Mais que um agregador de opiniões e
dados em um texto, post ou transmissão eletrônica, o jornalista é um
mediador social. Como tal, o profissional de comunicação precisa
dominar conceitos básicos em mudanças climáticas e relacioná-la com
o contexto político, econômico, social e ambiental mais amplo. Só
assim é possível ajudar o leitor, ouvinte ou telespectador a
entender como tal ou qual fato, dado, descoberta e opinião
influenciam mudanças econômicas, políticas, sociais, ambientais e na
sua vida.
A oficina será ministrada pelo
jornalista José Alberto Gonçalves, bacharel em Comunicação Social e
História pela Universidade de São Paulo, onde também obteve o título
de mestre em Ciências da Comunicação. Atua como repórter freelance
para publicações especializadas em meio ambiente e sustentabilidade
como Terra da Gente e Página 22 e veículos da grande imprensa, como
a revista Exame. Foi repórter de economia e agronegócio na Folha de
S.Paulo e na Gazeta Mercantil. Cobriu as conferências sobre
biodiversidade em Curitiba (2006). de mudanças climáticas em Bali
(2007) e também esteve em Copenhague no ano passado.
Para se inscrever no 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo
Ambiental, acesse:
www.cbja2010.org.br
Fonte: Assessoria