05/02/2010
Novas cédulas do Real trazem
sugestão feita por Abicalil
Crédito: Divulgação BC

Por 15 anos, desde o seu lançamento, em julho de 1994, a moeda Real
permaneceu praticamente inalterada. Porém, para atender a uma demanda
dos deficientes visuais e garantir a segurança do dinheiro nacional, o
Banco Central lançou, quarta-feira (3), a Segunda Família de Cédulas do
Real.
A mudança nas novas cédulas do Real
tem um “toque” mato-grossense. O deputado federal Carlos Abicalil (PT)
recebeu por e-mail a sugestão de um eleitor, Daniel Lopes, em setembro
de 2008, na época morador de Juara (730 km da capital Cuiabá). Lopes,
que é deficiente físico, mas convive com deficientes visuais, se
sensibilizou com a dificuldade das pessoas que não enxergam de
realizarem transações comerciais por não conseguirem diferenciar as
notas. “Gostaria que o senhor criasse uma lei que obrigue a casa da
moeda do Brasil a imprimir em Braile os valores nas cédulas e assim
resolver um problema que atormenta os deficientes visuais por não
saberem que cédulas estão pagando ou recebendo”, diz um trecho do e-mail
encaminhado.
O deputado acatou a sugestão e
elaborou, em 2008, o Projeto de Lei Complementar (PLP 440/08), que
determina a inclusão, nas cédulas e moedas, de elementos que
possibilitem a identificação dos seus valores de face por pessoas
portadoras de deficiência visual. “Fico muito feliz com a decisão do
Banco Central, uma vez que ela encontra o interesse do nosso projeto que
é exatamente favorecer o reconhecimento das cédulas nacionais para
portadores de deficiência visual”, comentou o parlamentar.
Segundo Abicalil, a decisão do Banco
é absolutamente salutar e caminha na direção de reconhecer os direitos
de igualdade e condições de acesso aos bens que todo cidadão tem
direito.
Agora as novas cédulas estão sendo
produzidas com marcas táteis em relevo e tamanhos diferenciados. De
acordo com o Banco Central, as notas irão ajudar as pessoas que
enfrentam dificuldade em utilizar a moeda nacional e devido à
popularidade de tecnologias digitais de impressão a modificação também
irá colaborar com a segurança contra falsificações, pois recursos
gráficos mais sofisticados foram utilizados no projeto.
As primeiras novas cédulas –
R$ 100 e R$ 50 – entram em circulação ainda no primeiro semestre de 2010
para substituir as notas atuais desgastadas naturalmente. No primeiro
semestre de 2011, serão lançadas mais duas denominações – R$ 20 e R$ 10
–, e o restante da nova família deve circular até 2012.
A Segunda Família vem sendo
desenvolvida, pelo Banco Central em conjunto com a responsável pela
produção do dinheiro - Casa da Moeda do Brasil (CMB), desde 2003. Para
produzir as novas cédulas, a empresa adquiriu equipamentos de última
geração na área de impressão de segurança. As novas máquinas estão em
processo de instalação e testes, devendo estar prontas para a produção
ainda durante o primeiro semestre de 2010. Com as aquisições, a CMB se
iguala às empresas mais modernas do mundo no ramo da impressão de
segurança. E, como já ocorreu no passado, se torna apta a oferecer seus
serviços a outros países.
A temática da atual cédula, efígie da
República de um lado e animais da fauna brasileira no outro, será
mantida, porém os elementos gráficos foram redesenhados, agregando
segurança e colaborando na verificação da autenticidade pela população.
A nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes,
aspecto que facilita a rápida identificação dos valores nas transações
cotidianas, inclusive por pessoas com problemas de visão.
Com Informativo Em Questão